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Notícias/ESPORTE01/08/2026· KF News

Infantino recua de plano polêmico e enfrenta crise de confiança no comando da FIFA

Gianni Infantino, presidente da FIFA, está vivendo um dos momentos mais complicados da sua gestão, nestes primeiros dias de agosto de 2026. Até pouco tempo atrás, tudo parecia tranquilo: mais de 200 associações tinham enviado cartas de apoio e a reeleição, marcada para março de 2027, era tratada como praticamente certa. Infantino aparecia ao lado de líderes mundiais, celebrava recordes da Copa e falava em unir o mundo através do futebol.

Mas o clima mudou. A proximidade com Donald Trump, um prêmio de paz considerado inventado e a polêmica do cartão vermelho envolvendo o jogador Folarin Balogun foram criando rachaduras na sua imagem pública. O golpe mais duro, porém, veio com o plano de transformar os direitos comerciais e a organização da Copa do Mundo em uma empresa avaliada em 20 bilhões de dólares, com a entrada de investidores privados.

A proposta provocou reação forte e ampla. A UEFA se revoltou. Associações de vários continentes se posicionaram contra. O primeiro-ministro britânico também levantou a voz. Dentro da própria FIFA, um conselheiro renunciou e outro executivo declarou publicamente que se sentiu enganado.

Diante da pressão, Infantino recuou e anunciou em comunicado que o projeto não seguiria em frente. Mas, segundo a reportagem, o dano já estava feito — não apenas pelo plano em si, mas pela quebra de confiança. A matéria aponta que ele chegou em 2016 prometendo reconstruir a entidade após os escândalos do antecessor Blatter, e agora é acusado de repetir erros parecidos de centralização e falta de transparência. Ainda é cedo para saber se ele chega à eleição de 2027, mas o brilho da invencibilidade, segundo a reportagem, já se apagou.

Fonte: Jovem Pan