
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificou, na terça-feira, 21 de julho de 2026, as articulações para reduzir os efeitos da tarifa de 25% anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros. A sobretaxa entrou em vigor na quarta-feira, 22 de julho de 2026.
As medidas em discussão incluem ampliação de linhas de crédito, ajustes no Plano Brasil Soberano e abertura de novos mercados para as exportações. O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, recebeu dirigentes da Abimaq e participou de reuniões com representantes de entidades como Anip, Abinee, Abiplast e Abicalçados, ao lado do ministro Márcio Elias Rosa.
A Abimaq apresentou propostas divididas em duas frentes: a primeira para reduzir o chamado custo Brasil, com medidas como ampliação do crédito à exportação, seguro de crédito, drawback e eliminação de resíduos tributários; a segunda propõe mudanças no Brasil Soberano para ampliar a elegibilidade das empresas. O presidente-executivo da Abimaq, José Velloso, afirmou que o governo demonstrou preocupação com os efeitos das tarifas.
O setor informou ter crescido 12% nas exportações nos últimos 12 meses, apesar da queda nas vendas aos EUA. Velloso defendeu a negociação diplomática com Washington e disse ser contra a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica, avaliando que uma retaliação não resolveria o impasse.
Canadá, Emirados Árabes Unidos e Japão estão entre os destinos prioritários na estratégia de diversificação das exportações. O ministro interino da Fazenda, Dario Durigan, mencionou a possibilidade de uma medida provisória, mas a equipe econômica quer avaliar os efeitos práticos da sobretaxa antes de decidir. Uma tarifa adicional de 12,5%, recomendada pelo USTR em investigação sobre trabalho forçado, pode entrar em vigor na sexta-feira, 24 de julho, atingindo 59 países e a União Europeia.
Fonte: Poder360




