
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, deve comparecer à sessão plenária extraordinária do Supremo Tribunal Federal marcada para esta terça-feira, 15 de setembro de 2026. O plenário vai analisar o relatório da Polícia Federal que revelou conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A presença de Gonet é considerada relevante porque ele mesmo aparece nas mensagens recuperadas pela PF. O advogado Ciro Soares funcionava como intermediário entre Gonet e Vorcaro. Em uma mensagem de 2024, Soares afirmou a Vorcaro que "Gonet é firme". Em março de 2025, o advogado enviou uma foto ao lado do procurador-geral, avisando que Gonet queria falar com Vorcaro — o contato teria sido seguido por uma ligação de 4 minutos.
Gonet se reuniu com o presidente do STF, Edson Fachin, na sede do tribunal para discutir o caso. Na sexta-feira, 11 de setembro, Fachin conduziu conversas individuais e coletivas com os ministros para definir o formato da sessão. No sábado, 12 de setembro, Gonet não assinou uma petição que pedia a retirada completa do sigilo do caso Master. O documento foi assinado pelo vice-procurador-geral Hindemburgo Chateaubriand, e Fachin atendeu ao pedido.
O relatório da PF aponta que Vorcaro recebeu informações sobre a investigação que se formava ao redor dele e chegou a considerar deixar o país após conselho de Moraes. A investigação revelou ainda que Moraes editou a versão final do contrato de R$ 130 milhões de Vorcaro com o escritório de sua mulher, Viviane Barci de Moraes. Além de Moraes, outros 4 ministros aparecem nas mensagens: Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Nunes Marques e André Mendonça. O relatório é de relatoria do ministro André Mendonça.
Moraes encaminhou um ofício a Fachin pedindo que o julgamento seja realizado junto com acusações que pesam contra Mendonça, apontando parcialidade do colega. A sessão extraordinária está marcada para as 10h, e Fachin já manifestou que quer um julgamento público e transparente, mas o rito exato ainda não foi definido.
Fonte: Poder360




