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Notícias/POLÍTICA15/09/2026· KF News

Gilmar Mendes questiona quem é o "vazador geral da República" em briga aberta com Mendonça no STF

Foto: Divulgação/Poder360

O Supremo Tribunal Federal foi palco de uma troca de farpas pesada nesta terça-feira, 15 de setembro de 2026. O motivo foi o julgamento da PET 16.662, que analisa se a Polícia Federal pode continuar investigando o ministro Alexandre de Moraes por sua relação com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Vorcaro é investigado como líder da maior fraude ao Sistema Financeiro Nacional.

Durante o julgamento, o decano Gilmar Mendes fez uma série de críticas ao colega André Mendonça, relator do caso. Gilmar questionou de onde estavam partindo os vazamentos de informações do processo e perguntou em voz alta quem seria o "vazador geral da República", citando a Polícia Federal, o gabinete de Mendonça e a Secretaria do Supremo como possíveis fontes.

O decano afirmou que nos gabinetes dos ministros não se vaza nada e criticou a disputa posterior sobre quem vai apurar os vazamentos. Também acusou Mendonça de ter agido com "inequívoco viés político-eleitoral" na condução do caso e de ter retirado o sigilo do documento de forma individual, antes da análise do plenário, o que, na avaliação de Gilmar, teria o objetivo de constranger posições contrárias à atuação de Mendonça como relator.

Mendonça respondeu que todos os vazamentos têm determinação de abertura de inquérito conduzido pela PF. Depois rebateu chamando Gilmar de "leviano" três vezes seguidas e pediu que o decano não lhe apontasse o dedo: "Não está falando com qualquer um. Respeite este tribunal."

O caso teve início em 1º de setembro, quando Mendonça tornou público um relatório da PF que aponta uma interlocução entre Vorcaro e Moraes. O documento afirma que Vorcaro pediu interferência do ministro nas investigações antes de sua prisão, em 17 de novembro de 2025, e indica contratos milionários entre o Banco Master e o escritório de advocacia da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes.

Por sua atuação no caso, o próprio Mendonça é alvo de um pedido de investigação feito por Moraes, por abuso de autoridade e improbidade administrativa. O presidente do STF, ministro Edson Fachin, avocou a relatoria desse caso e marcou o julgamento separado para 23 de setembro.

Fonte: Poder360