
Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, prometeu indicar cinco ministros ao Supremo Tribunal Federal caso vença a eleição. As declarações foram feitas durante ato de campanha em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, nesta quarta-feira (9/9). "Eu vou sentar naquela cadeira de presidente da República e vou colocar cinco ministros do Supremo. Homens e mulheres que sejam contra o aborto, que sejam contra as drogas, que defendam a Constituição, que não persigam adversários políticos", afirmou o candidato.
Flávio também foi direto ao criticar o ministro Alexandre de Moraes. Disse que as coisas estão "invertidas no Brasil", que "o STF não é Alexandre de Moraes" e prometeu proteger a Corte. Também afirmou que "uma laranja podre não pode contaminar a mais alta Corte desse país".
Durante a visita, o candidato participou de uma motociata e fez um ato no cruzamento das ruas Batista de Oliveira e Halfeld, local onde seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), sofreu um atentado a faca há oito anos. "Pai, eu sei que em algum momento você vai assistir a tudo que nós estamos fazendo aqui. Essa medalha é sua", disse Flávio no local. O candidato discursou em cima de um trio elétrico e depois desceu para cumprimentar apoiadores.
A visita a Juiz de Fora estava prevista para 17 de agosto, um dia após o lançamento oficial da candidatura em Copacabana, no Rio de Janeiro, mas foi cancelada por questões climáticas. Mais cedo no mesmo dia, Flávio cobrou do presidente do STF, Edson Fachin, a suspensão da decisão do ministro Flávio Dino que permitiu a reintegração de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal. A decisão de Dino derrubou uma determinação anterior do ministro André Mendonça, que havia afastado Andrei na terça-feira (8/9). Flávio acusou Lula de usar a PF para perseguir adversários e chamou de "farsa" as decisões dos ministros Dino e Cristiano Zanin, afirmando que eles agiram "ao arrepio do que diz a Constituição e do que diz a lei".
Fonte: Metropoles




