
Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, voltou nesta terça-feira (6/10) a criticar a PEC do governo federal que propõe reduzir a jornada de trabalho no Brasil e defendeu uma proposta alternativa.
O senador afirmou ter uma ideia "infinitamente melhor" do que a apresentada pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), baseada no que chamou de "liberdade do trabalhador" para negociar e escolher a própria carga horária.
Como exemplo, Flávio citou mães que não conseguem cumprir oito horas diárias de trabalho por não ter com quem deixar os filhos.
Questionado sobre a votação prevista ainda nesta terça no Senado, o senador não deixou claro se vai votar a favor ou contra a PEC do governo.
A PEC alternativa apresentada pela oposição não acaba com a escala 6x1 nem reduz formalmente a jornada. O texto permite acordo individual entre empregado e empregador para regime por hora trabalhada, com salário e direitos proporcionais — o que pode resultar em redução salarial caso a escala seja diminuída.
A proposta do governo federal, por sua vez, prevê teto de 40 horas semanais, com 8 horas diárias e dois dias de folga, que podem ou não ser consecutivos, sem previsão de corte no salário.
Flávio disse ainda que sua proposta vai "garantir a creche" e incluir um voucher para vaga em creche privada nos casos em que não houver vaga pública disponível, permitindo que essas mães possam "montar a sua jornada de trabalho diária".
Fonte: Metropoles




