
O Ministério da Fazenda vai mandar uma delegação para Wuhan, na China, com chegada prevista para o dia 14 de setembro de 2026, uma segunda-feira. A missão vai até o dia 18 do mesmo mês. A delegação parte do Brasil já na sexta-feira, dia 11 de setembro.
Um dos principais objetivos da viagem é aprovar o plano de trabalho da Coalizão Aberta para Mercados Regulados de Carbono, que vai guiar o grupo pelos próximos 6 anos. Essa coalizão foi fundada pela União Europeia, pelo Brasil e pela China. Também fazem parte Alemanha, Canadá, Singapura, França, Noruega, Nova Zelândia, Reino Unido e Turquia. O Banco Mundial e a IETA, Associação Internacional de Comércio de Emissões, participam como observadores.
Segundo o Ministério da Fazenda, o Brasil precisa de um processo de reindustrialização e pode aprender com a China na criação de mecanismos para precificar a redução de emissões. Técnicos da pasta avaliam que esses mecanismos são fundamentais para atrair investimentos e fortalecer o mercado voluntário de carbono. Na visão do governo, uma parceria com os chineses pode ainda ampliar o fluxo de investimentos, trazer novas indústrias e estimular a exportação de créditos de carbono.
À frente da delegação brasileira estão Cristina Reis, secretária extraordinária do Mercado de Carbono da Fazenda, e Ana Paula Cavalcante, subsecretária de Regulação e Metodologias. A programação inclui a 2ª reunião de alto nível da Coalizão, uma conferência com representantes de países europeus, africanos e asiáticos, uma reunião bilateral entre Cristina Reis e o vice-ministro da Ecologia e Meio Ambiente da China, Li Gao, e dois dias de intercâmbio técnico entre os dois países.
Brasil e China devem avançar em um memorando de entendimento sobre mercado de carbono, com expectativa de assinatura durante a COP31, marcada para Antália, na Turquia.
Fonte: Poder360




