
O presidente do STF, Edson Fachin, deu um prazo de cinco dias para a Procuradoria-Geral da República, a PGR, se manifestar sobre todos os pedidos que estão pendentes na Petição 16.704. Esse processo reúne os questionamentos sobre a atuação do ministro André Mendonça nas investigações relacionadas ao caso Banco Master. A decisão foi assinada nesta sexta-feira, dia 25.
No despacho, Fachin determinou que a PGR analise as providências pedidas no processo, levando em conta a pertinência, a necessidade e a adequação das medidas, além do possível impacto delas em investigações que ainda estão em andamento. Depois da manifestação da PGR, o processo volta para Fachin analisar e decidir os próximos passos. A decisão não resolve, por agora, se os pedidos devem ou não ser atendidos.
A Petição 16.704 foi aberta por Fachin depois que Alexandre de Moraes encaminhou à Presidência do STF informações apontando possíveis irregularidades na atuação de Mendonça. Moraes atribuiu ao ministro, "em tese", condutas que poderiam configurar improbidade administrativa, crimes de responsabilidade e abuso de autoridade, incluindo suposta interferência na condução de investigações policiais e direcionamento de alvos. Mendonça ainda não foi responsabilizado por essas acusações.
O caso está dentro de uma crise maior envolvendo investigações sobre o Banco Master e seu ex-dono, Daniel Vorcaro. A tensão no STF aumentou depois que Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada. Flávio Dino mandou reintegrar os dois, e Fachin suspendeu as decisões conflitantes, centralizando na Presidência do STF a análise de tudo que envolve o caso. Em sessão extraordinária no dia 15 de setembro, o plenário do Supremo iniciou a discussão sobre a tramitação conjunta das Petições 16.662 e 16.704, mas o julgamento foi suspenso após pedido de vista de Flávio Dino, sem que o mérito das investigações fosse analisado.
Fonte: Jovem Pan




