
O IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial, subiu 0,70% em setembro de 2026, revertendo a deflação de 0,40% registrada em agosto. A alta foi de 1,10 ponto percentual em relação ao mês anterior, segundo o IBGE, que divulgou os dados nesta sexta-feira, dia 25 de setembro. No ano, o índice acumula alta de 3,82%. Nos últimos 12 meses, a variação chegou a 4,47%, acima dos 4,24% do período imediatamente anterior.
O principal responsável pela alta foi a energia elétrica residencial, que subiu 7,42% em setembro, depois de ter caído 6,25% em agosto. O motivo foi o fim da incorporação do Bônus de Itaipu, que havia aliviado as faturas no mês anterior. A bandeira tarifária amarela continuou em vigor, acrescentando R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. O grupo Habitação registrou a maior alta entre os 9 grupos pesquisados, com 2,07%.
Na alimentação, o tomate teve o maior aumento, de 20,76%. O arroz subiu 2,39% e as carnes ficaram 1,30% mais caras. Por outro lado, o feijão-carioca caiu 6,33%, a cebola recuou 4,41% e o café moído ficou 1,36% mais barato.
As passagens aéreas encareceram 9,82% e os cigarros subiram 14% a partir de 1º de agosto, influenciando o grupo de Despesas pessoais, que acumula a maior alta em 12 meses: 6,04%. A maior variação regional foi em Goiânia, com 0,95%, e a menor em Recife, com 0,44%.
Fonte: Poder360




