
O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luiz Edson Fachin, abriu nesta segunda-feira, 3 de agosto de 2026, a retomada das sessões do segundo semestre do STF, após o fim do recesso judiciário. Em seu discurso, Fachin afirmou que a força do Tribunal não está na ausência de críticas, mas na capacidade de conviver com elas sem perder a serenidade. Para ele, por decidir temas de grande repercussão social, o STF deve aceitar que suas decisões sejam debatidas, analisadas e, por vezes, contestadas pela opinião pública. "Essa tensão, quando exercida dentro dos limites republicanos, não fragiliza a instituição. Fortalece a democracia", declarou o ministro.
Fachin também falou sobre a necessidade de reafirmar o compromisso com a harmonia entre os Poderes e fez menção ao Pacto de Enfrentamento ao Feminicídio, firmado em julho pelos presidentes do Legislativo, Executivo e Judiciário. O ministro destacou ainda que, durante o mês de julho, o STF realizou 245 decisões e 921 despachos. No período do recesso, apenas os ministros Luiz Fux e Cármen Lúcia paralisaram os trabalhos dos gabinetes. Os demais ministros continuaram analisando processos sob sua relatoria, enquanto a presidência do Tribunal ficou responsável por novos pedidos urgentes.
A sessão também marcou os 3 anos do ministro Cristiano Zanin no STF. Fachin parabenizou Zanin, destacando o rigor técnico e a sensibilidade do colega. O ministro Gilmar Mendes também prestou homenagem, ressaltou o compromisso de Zanin com o Estado Democrático de Direito e citou o julgamento que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro, do PL — do qual Zanin foi presidente da 1ª Turma, o colegiado que declarou a condenação. Gilmar lembrou ainda a atuação de Zanin como advogado do presidente Lula nos julgamentos da operação Lava Jato, afirmando que o tempo confirmou os argumentos defendidos por ele à época.
Fonte: Poder360




