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Notícias/AGRONEGÓCIO10/07/2026· KF News

Exportações de frango disparam 71% em julho enquanto preço do frango vivo recua nas regiões produtoras

O mercado brasileiro de frango fechou a semana com um cenário de dois lados. Lá fora, as exportações foram excepcionais: nos primeiros seis dias úteis de julho, o Brasil embarcou 75.297 toneladas de carne de aves e miudezas, gerando receita de US$ 152,223 milhões, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A receita média diária ficou em US$ 50,741 milhões, o volume médio diário em 25.099 toneladas e o preço médio da tonelada chegou a US$ 2.021,60. Na comparação com julho do ano passado, a receita diária cresceu 71,2%, o volume embarcado avançou 53,7% e o preço médio da tonelada valorizou 11,3%.

Já no mercado interno, o excesso de oferta de aves prontas para o abate puxou os preços do frango vivo para baixo em vários estados. As maiores quedas da semana foram em Mato Grosso do Sul, que foi de R$ 5,20 para R$ 4,85/kg, em Goiás, que foi de R$ 5,30 para R$ 4,85/kg, e em Minas Gerais e Distrito Federal, que recuaram para R$ 4,90/kg. Nas demais regiões, os preços ficaram estáveis, com destaque para o Pará, que pratica o maior valor: R$ 7,20/kg.

No atacado de São Paulo, os cortes congelados não registraram mudanças relevantes. O peito ficou a R$ 8,50/kg, a coxa a R$ 6,90/kg e a asa a R$ 11,00/kg. Na distribuição, os valores foram um pouco acima: peito a R$ 8,70/kg, coxa a R$ 7,10/kg e asa a R$ 11,25/kg. A entrada dos salários na primeira quinzena do mês deve ajudar a movimentar os negócios entre atacado e varejo nas próximas semanas.

Os custos de produção seguem favoráveis: a boa oferta de milho e farelo de soja mantém o preço da ração em nível competitivo, o que alivia parte da pressão causada pela queda no preço do frango vivo. Além disso, o Brasil permanece livre da Influenza Aviária na avicultura comercial, condição estratégica para manter o acesso aos principais mercados compradores. Com focos da doença surgindo em países concorrentes, as oportunidades para os exportadores brasileiros podem crescer ainda mais.

Fonte: Portal Agroneg.