
O Brasil está exportando muito mais café do que no ano passado, mas o valor recebido por cada saca está caindo. Nos primeiros quatro dias úteis de setembro de 2026, o país embarcou 1,099 milhão de sacas de café em grão, com média diária de 274,9 mil sacas, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Esse volume ficou 85,4% acima do registrado no mesmo período de setembro de 2025. A receita acumulada chegou a US$ 350,146 milhões, com média de US$ 87,536 milhões por dia, resultado 61,7% superior ao do mesmo mês do ano passado. Mesmo assim, o preço médio por saca caiu 12,7%, para US$ 318,36, na comparação com setembro de 2025.
Em agosto, o desempenho também foi forte: 3,443 milhões de sacas exportadas, alta de 44,6% na média diária, com receita de US$ 1,096 bilhão. Mas o preço médio também recuou, 14,2% na comparação anual, para US$ 318,39 por saca.
Na Bolsa de Nova York, o café arábica abriu em alta nesta quarta-feira (9), com o contrato para dezembro de 2026 chegando a 295,25 centavos por libra, alta de 1,35%. Mas perdeu força e voltou a operar perto de 288,6 centavos, acumulando queda de cerca de 0,9%. Na terça (8), esse contrato fechou a 291,30 centavos, baixa de 1,4%, atingindo os menores níveis em aproximadamente dois meses.
No mercado físico brasileiro, os preços do arábica também recuaram. No Sul de Minas Gerais, a saca foi negociada entre R$ 1.640 e R$ 1.645, abaixo da faixa anterior de R$ 1.660 a R$ 1.665. No Cerrado Mineiro, ficou entre R$ 1.650 e R$ 1.655, ante R$ 1.670 a R$ 1.675. O Indicador Cepea/Esalq encerrou o dia 8 de setembro em R$ 1.635,57 por saca, com queda de 1,47%. Já o conilon permaneceu estável em Vitória (ES), entre R$ 980 e R$ 985 por saca tipo 7, sustentado pelo desempenho mais firme do robusta na Bolsa de Londres.
Fonte: Portal Agroneg.




