
O ex-primeiro-ministro da China Zhu Rongji morreu na manhã desta quarta-feira, 12, em Pequim, por doença. Ele tinha 97 anos. A informação foi confirmada pela agência oficial Xinhua. Zhu ocupou o cargo de premiê — o principal posto econômico do país — de 1998 a 2003 e deixou uma marca profunda na história econômica da China.
Durante seu governo, ele pressionou as empresas estatais a se tornarem mais eficientes e lucrativas, o que gerou atritos com conservadores do Partido Comunista e com chefes de estatais. O processo resultou em milhões de demissões, mas foi peça-chave para o crescimento do país, que manteve expansão econômica acima de 8% ao ano entre 2000 e 2010, com pico de 14,2% em 2007. Em 2010, a China ultrapassou o Japão e se tornou a segunda maior economia do mundo, atrás dos Estados Unidos.
Zhu também foi o responsável por conduzir a China à entrada na Organização Mundial do Comércio, em dezembro de 2001, após negociações que haviam começado nos anos 1980. Essa adesão foi decisiva para transformar o país no maior exportador do mundo. Em 1998, ainda deu início ao boom imobiliário ao propor a venda de apartamentos de estatais para famílias — em menos de dez anos, a maioria das moradias urbanas passou a ser privada.
Famoso pela fala direta e pelo estilo exigente, Zhu ficou conhecido pelos apelidos "Boss" e "Zhu Louco". Em 1998, segundo o jornal oficial do Partido Comunista, disse: "Preparei 100 caixões: 99 para autoridades corruptas e um para mim."
Nascido em 23 de outubro de 1928 na província de Hunan, mesma terra natal de Mao Zedong, Zhu passou 22 anos no ostracismo depois de ser chamado de "direitista" em 1957. Foi reabilitado em 1979 e ascendeu rapidamente, tornando-se prefeito de Xangai em 1988 e vice-premiê em 1991.
Fonte: Jovem Pan




