
Autoridades ligadas ao governo de Donald Trump estão discutindo uma nova rodada de sanções contra integrantes do Supremo Tribunal Federal do Brasil. As conversas foram apuradas pela Jovem Pan ao longo do fim de semana com pessoas ligadas a diferentes áreas da administração americana.
Alexandre de Moraes continua sendo o caso mais avançado. Em maio, a coluna da Jovem Pan já havia revelado que o processo técnico necessário para aplicar as sanções contra Moraes — com base na Lei Global Magnitsky — já estava preparado nos EUA e dependia apenas de uma decisão política de Trump. Fontes ouvidas agora confirmam que essa estrutura permanece disponível.
A principal novidade é que a discussão deixou de girar só em torno de Moraes. Outros ministros do STF passaram a ser citados nas conversas em Washington. Para esses novos casos, porém, o processo precisaria começar do zero, com novas avaliações e procedimentos internos.
A crise envolvendo Moraes, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e divergências dentro da própria Corte vem sendo acompanhada de perto nos Estados Unidos. A sessão extraordinária do STF marcada para a terça-feira, dia 15, está no radar americano, embora as fontes deixem claro que ela não funciona como prazo para qualquer decisão de Washington.
Paulo Figueiredo afirmou publicamente que as sanções estariam tão próximas que já seria possível "sentir o cheiro" delas. Ele e Eduardo Bolsonaro confirmaram que continuam se reunindo com autoridades americanas e defendem que há elementos suficientes para que mais brasileiros sejam atingidos. Os dois ressaltaram, porém, que a decisão final cabe exclusivamente a Trump e ao seu governo.
A Lei Global Magnitsky permite bloquear bens e restringir transações financeiras de estrangeiros acusados de corrupção grave ou violação de direitos humanos — uma punição bem mais abrangente do que uma simples restrição de entrada nos EUA.
Aliados de Trump também encomendaram uma pesquisa com cerca de 2 mil pessoas para avaliar como novas sanções poderiam repercutir no Brasil, inclusive o risco de fortalecer eleitoralmente Lula. Esse estudo mostra que a discussão em Washington envolve também cálculos políticos. Até o momento, nenhuma medida foi oficialmente anunciada pela Casa Branca, pelo Departamento de Estado ou pelo Departamento do Tesouro.
Fonte: Jovem Pan




