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Notícias/TECNOLOGIA15/09/2026· KF News

Ministro chinês declara IA como principal ameaça à segurança do país e anuncia estratégia de defesa

Foto: Divulgação/Poder360

O Ministro da Segurança do Estado da China, Chen Yixin, publicou um extenso artigo na revista estatal China Cyberspace declarando a inteligência artificial como o principal campo de batalha da competição tecnológica global. Para ele, a rápida proliferação da IA representa uma ameaça grave à segurança política, à cibersegurança e à defesa militar chinesa.

Chen apontou diretamente empresas de tecnologia dos Estados Unidos e acusou agências de inteligência estrangeiras de usar a IA para roubar segredos de Estado e travar uma guerra cognitiva contra Pequim. Ele citou pelo nome dois modelos americanos: o Claude Mythos e o GPT-5.5-Cyber, afirmando que esses sistemas reduziram a barreira técnica para ataques cibernéticos e abriram caminho para uma nova era de guerra totalmente automatizada, do tipo IA contra IA.

O ministro alertou ainda que "forças hostis" estão produzindo em massa rumores políticos e provocando conflitos sociais por meio de deepfakes, conteúdo gerado por IA e redes de bots. Outro ponto de preocupação foi o uso de robôs de varredura para coletar dados sensíveis de cidadãos chineses em plataformas estrangeiras. Chen criticou a falta de cuidado dos próprios usuários chineses ao processar informações em sistemas de IA de fora do país. Como exemplo concreto de falha de segurança, ele citou o Lobster, uma ferramenta de agente de IA de código aberto que ficou popular no início de 2026 e apresentou vulnerabilidades graves.

Os números mostram o tamanho do setor: em junho de 2026, a China tinha mais de 500 milhões de usuários de produtos de IA, com mais de 140 trilhões de operações de tokens processadas por dia.

Para enfrentar tudo isso, Chen prometeu reforçar a aplicação da Lei de Cibersegurança e da Lei Antiespionagem, criar uma estrutura jurídica para regulação de algoritmos e proteção de dados, investir em chips, softwares e infraestrutura nacional, e lançar campanhas para alertar a população sobre os riscos de tecnologias estrangeiras. O plano está ancorado nas reformas previstas no 15º Plano Quinquenal da China e reforça a liderança do Partido Comunista sobre a internet e os dados do país.

O artigo foi publicado originalmente em inglês pela Caixin Global em 14 de setembro de 2026 e republicado pelo Poder360 sob acordo de compartilhamento de conteúdo.

Fonte: Poder360