
Os Estados Unidos admitiram publicamente, pela primeira vez, que têm armas em órbita e que vão usá-las para defender suas forças militares contra ameaças. O anúncio foi feito por Troy Meink, chefe da Força Aérea americana. Ele se recusou a dar detalhes sobre quais são as armas e também não informou quando foram colocadas em órbita.
As armas existentes permitem dois tipos de ataque: os cinéticos, que usam força física — como mísseis lançados da Terra ou satélites interceptadores que se aproximam de um alvo para destruí-lo — e os não cinéticos, que não envolvem contato direto, como lasers de alta frequência, interferência de sinal e ataques hackers.
Os ataques cinéticos são os mais perigosos: os destroços de satélites destruídos podem ficar em órbita por anos e provocar colisões em cadeia com outros satélites próximos.
As consequências de conflitos no espaço vão muito além do campo militar. Satélites são usados no mundo todo para comunicação, navegação, previsão do tempo, serviços bancários, transporte de cargas e até o envio de ambulâncias. Desestabilizá-los pode gerar impactos econômicos e humanitários graves.
As armas estão sob comando da Força Espacial, criada durante o primeiro mandato de Donald Trump. Em dezembro de 2025, Trump assinou uma ordem executiva reforçando a superioridade dos EUA no espaço e o desenvolvimento de tecnologias antimíssil.
Rússia e China foram citadas como os principais adversários no espaço. O vice-ministro russo Sergei Ryabkov condenou o anúncio, e a China, pela voz do porta-voz Guo Jiakun, pediu que os EUA interrompam a militarização do espaço.
O Tratado do Espaço Exterior de 1967 proíbe armas nucleares em órbita, mas não veda armas convencionais — o que abre margem para interpretações legais.
Fonte: CNN




