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Notícias/SAÚDE18/09/2026· KF News

Estudo liga exposição a plastificante comum durante a gravidez a mais sinais de autismo e TDAH em crianças

Foto: Divulgação/Metropoles - Saúde

Um estudo acompanhou 847 mulheres grávidas e seus filhos até os 4 anos e encontrou uma relação entre a exposição ao DEHP — um tipo de ftalato presente em plásticos do dia a dia — e sintomas mais intensos de autismo e TDAH nas crianças. O DEHP pode entrar no organismo pela ingestão, pela inalação ou pelo contato com a pele.

Os pesquisadores mediram os níveis da substância na urina das gestantes no fim da gravidez e também analisaram o sangue do cordão umbilical após o nascimento. O comportamento das crianças foi avaliado aos 2 e aos 4 anos com base em questionários respondidos pelos pais. Quem teve maior exposição ao DEHP durante a gestação apresentou mais sinais de desatenção, hiperatividade e dificuldade de interação social.

Os resultados foram publicados em 11 de setembro no periódico Med. A análise mostrou ainda mudanças na metilação do DNA — um processo que regula a ativação dos genes sem alterar o código genético. Essas alterações afetaram redes ligadas ao desenvolvimento do cérebro, especialmente em áreas de emoção, atenção e comportamento social. Foram identificados 531 genes associados à exposição ao plastificante, sendo que parte deles já tem ligação conhecida com autismo e TDAH.

O estudo também apontou um resultado na direção oposta: grávidas que se alimentaram com base em alimentos integrais tiveram filhos com menos problemas de atenção e melhor interação social. Os efeitos foram observados mesmo em níveis de exposição considerados seguros pelos padrões europeus, o que levanta dúvidas sobre os limites atuais para gestantes. Apesar da associação encontrada, o estudo não estabelece relação direta de causa e efeito. Os autores defendem a redução da exposição a ftalatos na gravidez, a revisão dos parâmetros de segurança e a realização de novos estudos para aprofundar o entendimento sobre como esses compostos afetam o desenvolvimento cerebral.

Fonte: Metropoles - Saúde