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Notícias/NEWS11/07/2026· KF News

Especialistas explicam como oceanos quentes e umidade do ar ajudam a formar furacões

A temporada de furacões no Hemisfério Norte acontece entre junho e novembro, período em que as condições do mar e da atmosfera ficam mais favoráveis para a formação dessas tempestades. Segundo especialistas, a combinação entre águas oceânicas quentes, alta umidade e a circulação dos ventos cria o ambiente ideal para os furacões se desenvolverem.

O meteorologista Francisco de Assis, consultor climático de Brasília, explica que o processo começa quando a temperatura da superfície do mar atinge pelo menos 27°C. Esse aquecimento aumenta a evaporação da água e libera grande quantidade de calor para a atmosfera, alimentando tempestades cada vez mais organizadas. Quando os ventos atingem velocidade superior a 119 km/h, o sistema passa a ser classificado como furacão e recebe uma categoria na Escala Saffir-Simpson, que vai de 1 a 5 conforme a força dos ventos.

O professor Rafael Rodrigues da Franca, do Departamento de Geografia da Universidade de Brasília, a UnB, acrescenta que esse aquecimento ocorre principalmente no Atlântico Norte, no Golfo do México e em parte do Oceano Pacífico, regiões conhecidas pela formação de ciclones tropicais. Ele reforça que sem água oceânica aquecida, o furacão não consegue se formar nem se manter.

Sobre as mudanças climáticas, os dois especialistas são claros: o aquecimento global não é responsável pelo surgimento dos furacões, mas pode aumentar a intensidade e a duração dessas tempestades. Oceanos mais quentes fornecem mais energia, favorecendo ventos mais fortes. Franca ainda destaca que os impactos dependem da capacidade de cada país de monitorar os fenômenos, investir em infraestrutura e adotar medidas de prevenção. O monitoramento meteorológico e os sistemas de alerta são apontados pelos especialistas como fundamentais para reduzir os danos sobre a população.

Fonte: Metropoles