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Notícias/SAÚDE15/09/2026· KF News

Embriões congelados e separação: saiba quem decide o destino deles no Brasil

Foto: Divulgação/Jovem Pan

A fertilização in vitro permite congelar embriões por longos períodos. Recentemente, houve até um nascimento a partir de um embrião mantido congelado por 30 anos. Mas o tempo também muda relacionamentos — e quando um casal se separa, o destino desses embriões pode se tornar uma questão muito complicada.

No Brasil, as normas éticas do Conselho Federal de Medicina determinam que, antes de gerar os embriões, os pacientes registrem por escrito o que deve acontecer com o material criopreservado em situações como divórcio, dissolução de união estável ou morte de uma das partes. Esse consentimento informado não é só uma burocracia: é uma etapa fundamental do tratamento.

O problema aparece quando, após a separação, um dos dois quer usar os embriões e o outro não quer mais. Aí, duas autonomias reprodutivas entram em conflito direto: de um lado, o desejo de ser pai ou mãe; do outro, o direito de não participar de um projeto parental que deixou de ser desejado.

Há situações ainda mais delicadas. Uma mulher pode ter congelado embriões antes de um tratamento contra o câncer, ou pode estar vários anos mais velha quando ocorre a separação, com reserva ovariana e qualidade dos óvulos reduzidas. Nesses casos, os embriões congelados podem ser a única possibilidade reprodutiva real.

Segundo o Dr. Dani Ejzenberg, ginecologista e especialista em Reprodução Assistida na ENNE Clinic e membro da Brazil Health, cabe à equipe médica explicar esses cenários antes do início do tratamento. Mas quando o conflito ultrapassa os limites da medicina, a questão pode chegar à Justiça.

Fonte: Jovem Pan