
O ex-embaixador do Brasil em Madri, Orlando Leite Ribeiro, negou ter usado a estrutura da Embaixada brasileira para ajudar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e sua família na mudança para a Espanha. A negativa foi dada ao Poder360 nesta 5ª feira, 1º de outubro de 2026, em resposta a uma reportagem do Metrópoles que sugeria mobilização irregular do aparato diplomático.
Ribeiro admitiu ter prestado apoio, mas afirmou que a atuação da Embaixada ficou dentro das atribuições normais de assistência a brasileiros no exterior. Ele negou que o motorista oficial tenha sido usado pelo casal durante sua gestão. Segundo o ex-embaixador, o motorista só passou a prestar serviços à família de forma particular depois de pedir demissão da Embaixada, após a saída de Ribeiro do cargo.
O diplomata também negou que funcionários, veículos ou motoristas da representação tenham acompanhado uma visita a Salamanca. Segundo ele, o encontro naquela cidade foi com o diretor do Centro de Estudos Brasileiros, e não com o reitor da Universidade de Salamanca, como publicou o Metrópoles. Ele ainda negou que qualquer veículo da Embaixada tenha transportado malas, móveis ou bens particulares, e afirmou que a van citada em uma conversa nunca chegou a ser usada.
O que o ex-embaixador confirmou: em 2 dias de visitas previamente organizadas a escolas, uma funcionária do setor educacional acompanhou 2 brasileiras usando um carro de serviço. Em outras visitas a colégios, feitas por conta própria, não houve participação oficial. O Itamaraty também negou ao Poder360 o uso de veículo da representação no episódio.
Ribeiro tem 32 anos de carreira diplomática. Assumiu o posto em Madri em 2022, durante o governo Bolsonaro, permaneceu após a eleição de Lula e deixou a Embaixada em 2025, sendo transferido para a República Tcheca.
Fonte: Poder360




