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Notícias/TECNOLOGIA15/09/2026· KF News

Debate sobre segurança da IA divide Trump, Musk, Altman e líderes mundiais

Foto: Divulgação/Poder360

O debate sobre a velocidade do desenvolvimento da inteligência artificial ganhou força nos últimos dias, com posições bem diferentes entre governos e empresas de tecnologia. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, do Partido Republicano, criticou o CEO da Anthropic, Dario Amodei, depois que o executivo defendeu uma desaceleração no desenvolvimento dos sistemas de IA mais avançados. Na segunda-feira, dia 14 de setembro de 2026, Trump rejeitou a necessidade de novas barreiras à tecnologia e disse que o principal mecanismo de controle deve ser "um presidente forte e inteligente". Ele chamou Amodei de "anjinho perfeito" em publicação na Truth Social. A manifestação de Trump veio depois de Amodei publicar, no sábado dia 12 de setembro, um texto no X dizendo que a velocidade de evolução dos modelos pode estar ultrapassando a capacidade de pesquisadores e empresas de garantir a segurança dos sistemas. Amodei não defende parar o desenvolvimento da IA, mas sim reduzir o ritmo para que verificações de segurança e testes acompanhem o avanço. O debate ganhou ainda mais força depois que o pesquisador da Anthropic Jacob Coxon deixou a empresa afirmando que "as pessoas que estão construindo IA acreditam sinceramente que ela pode acabar com todos nós até o fim da década". Sam Altman, CEO e fundador da OpenAI, dona do ChatGPT, concordou com Amodei e disse que a OpenAI já está avaliando mudanças no ritmo de inovação. Elon Musk, dono da xAI e do chatbot Grok, também disse que Amodei "está certo". A Microsoft apresentou um código de conduta chamado "Humanist AI Code of Conduct", determinando que os modelos de IA devem permanecer sob controle humano e não podem resistir a interrupções ou desligamentos. O documento está em consulta pública e deve orientar o desenvolvimento dos modelos da empresa a partir de 2027. No cenário internacional, a China rejeitou o alarmismo sobre os riscos da IA, classificando a tecnologia como uma "força para o bem", mas o Ministério da Segurança do Estado chinês reconheceu riscos à segurança política e social. O Canadá, pelo primeiro-ministro Mark Carney, propôs a criação de um órgão internacional para supervisionar o desenvolvimento da tecnologia. Na Europa, a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, alertou em discurso em Viena que o continente corre risco "sem precedentes" de ficar isolado da tecnologia por depender de sistemas desenvolvidos fora da Europa, principalmente nos Estados Unidos.

Fonte: Poder360