
A alta cúpula do PSD está desconfiada do crescimento repentino de Augusto Cury, candidato do Avante à Presidência da República, nas pesquisas de intenção de voto. Nos bastidores do partido de Gilberto Kassab, a avaliação é de que o forte engajamento do candidato nas redes sociais pode ter sido provocado por robôs e perfis impulsionados de forma coordenada. A suspeita ganhou ainda mais força porque páginas de grande alcance que publicaram conteúdos favoráveis a Cury foram relacionadas a uma investigação já em curso da Polícia Federal. A PF apura se influenciadores receberam dinheiro para promover uma campanha coordenada contra o Banco Central durante a crise envolvendo o Banco Master. No entanto, a apuração policial, até o momento, não identificou pagamento da campanha de Cury a esses perfis. A suspeita de uma operação paga para favorecer o candidato do Avante foi levantada por adversários políticos e ainda não foi comprovada. O próprio Cury nega qualquer irregularidade. Em agenda em Belo Horizonte na quarta-feira (2), afirmou que o movimento de apoio nas redes foi "completamente espontâneo e maravilhoso". O candidato disse que sua campanha gasta entre R$ 20 mil e R$ 50 mil com impulsionamento digital, comparando o valor ao dos adversários, e defendeu que qualquer ilegalidade seja investigada. A equipe atribui o crescimento à maior exposição de Cury, especialmente após o debate da Band e as sabatinas realizadas durante a campanha. Nas pesquisas, Cury saltou de 2% para 11% no BTG/Nexus, passou de 1,6% para 7,8% na AtlasIntel, marcou 11% no Real Time Big Data, 10% na Quaest e 9,9% no Futura/Apex, sempre na terceira colocação, atrás de Lula e Flávio Bolsonaro.
Fonte: Jovem Pan




