
O Conselho Superior do Ministério Público Federal abriu um procedimento interno para analisar se o procurador-geral da República, Paulo Gonet, deve continuar ou se afastar das investigações sobre fraudes do Banco Master.
O caso começou com um pedido do Partido Novo, que citou uma decisão do ministro André Mendonça, de terça-feira (1º/set/2026), pedindo abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. Na investigação da Polícia Federal, apareceram mensagens do fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, para Moraes. Nelas, Vorcaro perguntava se podia acionar o PGR e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e escreveu: "Não podemos reverter isso com Paulo e Andrei".
O relator do procedimento interno é o subprocurador-geral Francisco de Assis Sanseverino, que também chefia a 2ª Câmara de Coordenação e Revisão, responsável pelos casos criminais. Ele vai requisitar esclarecimentos de Gonet e, num segundo momento, encaminhar o processo ao conselho. Pela Lei Orgânica do MPF, o Conselho Superior é a instância máxima para avaliar eventuais crimes comuns praticados pelo procurador-geral. Se encontrar indícios, deve indicar um subprocurador para conduzir o caso.
As menções a Gonet causaram perplexidade na cúpula do MPF. Há críticas internas ao pedido de Gonet para anular os atos da PF, mas também há um movimento de apoio a ele. Aliados dizem que as provas mostram apenas que Gonet foi a um evento patrocinado por Vorcaro, sem apontar crime. Na mesma terça, Gonet pediu a nulidade dos atos de Mendonça, alegando abuso de autoridade por não ter dado prazo para a PGR se manifestar antes de indicar investigações.
Fonte: Poder360




