
O confinamento bovino no Brasil deve crescer entre 6% e 8% em 2026 e 2027, de acordo com as projeções do setor. O avanço vem depois de um período em que o segmento crescia cerca de 10% ao ano, e acontece mesmo com a menor disponibilidade de animais no mercado. O sistema de confinamento é usado pelos produtores para reduzir o ciclo produtivo, aumentar o ganho de peso dos animais, liberar áreas de pastagem e programar a oferta de boi terminado ao longo do ano.
Por se tratar de um sistema intensivo, a atividade exige controle rigoroso sobre alimentação, sanidade, desempenho animal, compra de insumos e estratégia de venda. Pequenos erros operacionais podem elevar o custo da arroba e comprometer as margens do produtor.
A empresa De Heus anunciou que vai ampliar sua participação no mercado de confinamento até 2027, reforçando as áreas técnica, comercial e de pesquisa. A companhia contratou o zootecnista Luciano Morgan como Consultor Nacional de Confinamento. Ele será responsável por desenvolver soluções nutricionais, capacitar equipes e acompanhar as operações nas propriedades. Morgan tem experiência nacional e internacional em bovinos de corte nas áreas técnica, comercial e de gestão.
A alimentação representa uma das maiores parcelas dos custos do confinamento. A De Heus destaca em seu portfólio o RumenPlus, apresentado pela companhia como um melhorador natural de desempenho voltado ao atendimento das exigências de mercados internacionais. Para Juliano Sabella, Head de Ruminantes da empresa, o crescimento nos segmentos de corte e leite torna necessário ampliar equipes especializadas e acelerar o desenvolvimento de soluções para sistemas intensivos.
A gestão ainda limita os resultados em muitos confinamentos. Enquanto algumas operações trabalham com softwares, coleta automatizada de dados e equipes qualificadas, outras ainda têm falhas no registro de informações e no controle de custos. Com a taxa Selic em patamar elevado, o planejamento financeiro se tornou ainda mais decisivo para garantir rentabilidade na atividade.
Fonte: Portal Agroneg.




