
A Colômbia entrou em estado de emergência econômica, social e ecológica após o terremoto que atingiu o país no dia 10 de agosto de 2026. O presidente Abelardo de la Espriella assinou o decreto 1.261 de 2026 na quarta-feira, 19 de agosto, publicado pelo Departamento Administrativo da Presidência da República, o Dapre.
O balanço oficial de mortos subiu para 319, segundo o relatório divulgado na mesma quarta-feira pelo Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses da Colômbia. Entre os mortos identificados estão 24 menores de 18 anos e 12 estrangeiros. Além disso, 262 pessoas ainda estão desaparecidas.
A Constituição colombiana, no artigo 215, permite que o presidente decrete emergência quando o país enfrenta situação grave que afeta a economia ou o bem-estar da população. Com isso, o governo pode emitir decretos com força de lei sem precisar da aprovação do Congresso. A medida pode durar até 30 dias, com possibilidade de mais 30 de prorrogação, mas sem ultrapassar 90 dias em um único ano. O Tribunal Constitucional vai analisar se a situação justificava o uso da medida, e o Congresso exerce fiscalização política sobre as ações adotadas.
Entre as medidas previstas no decreto estão o uso de recursos do Sistema Geral de Royalties para financiar projetos de investimento, a criação de linhas de crédito emergenciais com taxas subsidiadas e prazos de carência especiais, além do uso de recursos do Fundo Nacional de Turismo para apoiar temporariamente hotéis nas áreas afetadas.
O presidente Espriella declarou em seu perfil no X que "cada peso destinado a esta emergência será administrado com responsabilidade, transparência e rigor". Ele também disse que instruiu todo o governo a passar menos tempo nos escritórios e ir mais a campo, e destacou que a tarefa agora é reconstruir moradias, comércios, escolas, hospitais, vias e comunidades inteiras, contando com o setor privado, autoridades locais, organismos de socorro e cooperação internacional.
Fonte: Poder360




