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Notícias/SAÚDE29/08/2026· KF News

Cigarro na gravidez danifica a placenta e compromete o desenvolvimento do bebê

A placenta é o órgão mais importante durante a gravidez. Ela funciona como uma central de abastecimento que passa oxigênio, nutrientes, hormônios e anticorpos para o bebê crescer e se desenvolver adequadamente. Quando uma gestante fuma, a nicotina provoca contração dos vasos sanguíneos, reduzindo significativamente o fluxo de sangue que chega à placenta. Além disso, o monóxido de carbono presente na fumaça do cigarro ocupa o lugar do oxigênio na hemoglobina, diminuindo a quantidade de oxigênio disponível para o bebê. Na prática, é como se a placenta passasse a trabalhar com menos combustível e menor capacidade de abastecimento. Essa redução da circulação pode comprometer o crescimento fetal e aumentar o risco de várias complicações obstétricas, entre elas a restrição de crescimento do bebê, descolamento prematuro da placenta, ruptura prematura das membranas, parto prematuro e, em situações mais graves, perda gestacional. Não existe nenhuma quantidade considerada segura de cigarro durante a gravidez. Nem mesmo fumar um ou dois cigarros por dia reduz esses riscos. O tabagismo passivo também afeta mãe e bebê, expondo ambos a componentes tóxicos da fumaça. Por isso, toda a família deve participar para manter um ambiente livre do cigarro. A boa notícia é que interromper o tabagismo traz benefícios em qualquer fase da gravidez. Quanto mais cedo isso acontece, maiores são as chances de reduzir os riscos. Mulheres que abandonam o cigarro semanas ou meses após descobrir a gravidez ainda oferecem melhores condições para o desenvolvimento do bebê do que aquelas que continuam fumando. Por isso, nunca é tarde para parar.

Fonte: Jovem Pan