
A cúpula do Brics aconteceu neste sábado, 12 de setembro de 2026, em Nova Délhi, na Índia. Os chefes de Estado do bloco assinaram a Declaração de Nova Délhi, que condena as tarifas classificadas como "unilaterais" e que vão contra as regras da OMC, a Organização Mundial do Comércio.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não participou do encontro e foi representado pelo chanceler Mauro Vieira. Ele foi o único líder da formação original do Brics que ficou de fora — e isso aconteceu a menos de um mês do primeiro turno das eleições presidenciais brasileiras.
O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, do BJP, recebeu Vladimir Putin, da Rússia; Cyril Ramaphosa, da África do Sul; e Xi Jinping, da China.
A declaração identificou as seguintes práticas como "ameaças ao comércio global": tarifas elevadas de forma indiscriminada, uso de objetivos ambientais como pretexto para o protecionismo, interrupção das cadeias globais de suprimentos e introdução de incerteza nas atividades econômicas internacionais. O documento não menciona nenhum país em específico.
O Brasil é alvo de duas tarifas aplicadas pelos EUA com base na Seção 301: uma de 25%, ligada a uma investigação que menciona desmatamento ilegal e comércio digital, e outra de 12,5%, relacionada a apuração sobre trabalho forçado que atingiu dezenas de países. Desde julho, o governo Lula conduz uma reclamação contra essas tarifas. Em agosto, a China pediu para entrar na consulta, o que precisaria do consenso norte-americano.
O texto do Brics também reiterou o apoio da China e da Rússia ao Brasil como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, classificou a COP30 em Belém como "sucesso" e confirmou a próxima reunião do bloco na China, em 2027.
Fonte: Poder360




