
A Sony, empresa responsável pela PlayStation, virou alvo de uma ação judicial nos Estados Unidos e acendeu um debate sério sobre o que significa comprar um jogo nos dias de hoje. Um grupo de jogadores entrou com processo na Califórnia acusando a Sony Interactive Entertainment de não deixar claro que, ao "comprar" um jogo nas lojas digitais, o consumidor está adquirindo apenas uma licença de acesso — e não a propriedade do jogo. Em resposta, a empresa argumentou que "não é plausível" afirmar que os consumidores acreditariam ser donos de um game digital. A Sony ainda disse que o usuário pode usar o produto conforme descrito na licença, mas que "o software é licenciado a ele, não vendido". A empresa também questionou dois jogadores que compraram o mesmo jogo com 11 dias de diferença, dizendo que não faria sentido os dois acreditarem ser donos do mesmo produto. A polêmica ganhou força ainda maior depois que, em julho deste ano, a PlayStation anunciou que a partir de 2028 todos os jogos novos serão vendidos exclusivamente em formato digital. Além disso, a empresa informou que a produção de discos de jogos lançados até dezembro de 2027 será reduzida em cerca de 10%. O jogador Yann Neves, do canal Save Manual, disse que se sentiu enganado e que a Sony enviou um e-mail reforçando que os usuários não possuem os jogos, apenas a licença. O especialista em tecnologia Eduardo RedeSeT, do canal Aperte o Pause, entende o argumento da Sony, mas aponta que falta clareza para o consumidor comum. Ele compara a situação com o que aconteceu na música, quando os CDs deram lugar ao streaming. O veículo especializado Game Substack avalia que ainda é cedo para dizer quais serão os impactos reais dessa mudança.
Fonte: Metropoles - Entrete




