
Agripino Magalhães Jr., presidente da Associação do Orgulho LGBTQIAPN+ de São Paulo e deputado estadual suplente, afirma estar recebendo ameaças de morte por causa da sua atuação e das denúncias que vem fazendo relacionadas ao caso Isabella Nardoni. A ameaça mais recente aconteceu na tarde de sexta-feira, dia 28 de agosto, por meio de uma ligação de número desconhecido. A voz na linha disse: "Se você não parar de falar do caso da menina Isabella Nardoni e continuar fazendo denúncias no Ministério Público, não vai demorar encontrarem o seu cadáver. Está avisado." Além do telefonema, Agripino relatou ter recebido anteriormente mensagens com o mesmo teor de ameaça, enviadas por perfis anônimos nas redes sociais pelo recurso de visualização única. Foi a Associação do Orgulho LGBTQIAPN+, presidida por ele, que apresentou ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) o pedido para que Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá voltem a cumprir pena na prisão. O STJ começou a analisar esse pedido na quinta-feira, dia 27 de agosto. Isabella Nardoni tinha 5 anos quando foi assassinada na noite de 29 de março de 2008, no bairro da Vila Guilherme, zona norte de São Paulo. Ela foi jogada da janela do sexto andar do Edifício Londres pelo pai e pela madrasta. Em 2010, Alexandre Nardoni foi condenado a 31 anos, 1 mês e 10 dias de reclusão, e Anna Carolina Jatobá a 26 anos e 8 meses. Com bom comportamento, os dois passaram para o regime aberto: Anna Carolina em junho de 2023 e Alexandre em maio de 2024. Diante das ameaças, Agripino vai registrar boletim de ocorrência no 23º Distrito Policial, em Perdizes, zona oeste da capital, e acionar a Divisão de Crimes Cibernéticos do DEIC para tentar identificar os autores.
Fonte: Metropoles




