
Quatro anos depois de agentes do FBI entrarem na mansão de Donald Trump em Mar-a-Lago, em Palm Beach, na Flórida, a situação virou completamente. Agora é o próprio Departamento de Justiça dos Estados Unidos que está investigando as autoridades envolvidas naquela operação, realizada em agosto de 2022.
Nas últimas semanas, investigadores procuraram agentes atuais e ex-membros do FBI que participaram da busca para entrevistas voluntárias. Por enquanto, ninguém foi formalmente acusado de nada. Os pedidos não são intimações, mas convites para depoimentos voluntários.
Quem conduz essa nova apuração é Joe diGenova, aliado de longa data de Trump, que voltou ao Departamento de Justiça em abril. O objetivo declarado é descobrir se Trump foi vítima de uma conspiração criminosa contra seus direitos por parte das autoridades que o investigaram.
A investigação, que antes estava focada na interferência russa na eleição de 2016, agora ampliou seu alcance e incluiu a operação de Mar-a-Lago. Em 2022, a busca encontrou mais de cem documentos com marcações de classificação, incluindo registros ligados à segurança nacional. Em 2023, Trump foi formalmente acusado de guardar ilegalmente esses documentos e de dificultar a devolução deles ao governo. Dois de seus aliados também foram acusados.
O caso nunca chegou a julgamento. Em 2024, a juíza federal Aileen Cannon, nomeada por Trump durante seu primeiro mandato, encerrou o processo por considerar que o procurador especial Jack Smith havia sido nomeado de forma ilegal. Ela não declarou Trump inocente, apenas encerrou o processo por esse motivo. Após a vitória de Trump na eleição de 2024, o Departamento de Justiça desistiu de recorrer da decisão.
Ainda há muitas perguntas sem resposta: não está claro quais crimes poderiam ser considerados, se haverá acusações, nem exatamente o que os investigadores esperam descobrir nas entrevistas com os ex-agentes. Joe diGenova recusou comentários à Associated Press, e o Departamento de Justiça e o FBI também não explicaram publicamente essa nova frente de investigação.
Fonte: Jovem Pan




