
Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais e candidato à Presidência da República, voltou a fazer críticas pesadas ao Supremo Tribunal Federal nesta sexta-feira, dia 7. Em entrevista à rádio CBN Curitiba, ele afirmou que o Judiciário deixou de ser um poder de equilíbrio institucional e passou a atuar, segundo ele, como um agente de tensão política no país. "Judiciário, no passado, era um poder moderador. Hoje, é um poder incendiário, criando crises", declarou.
Zema também questionou a falta de responsabilização dos magistrados e disse que integrantes do Judiciário desfrutam de privilégios. "Existe alguma coisa mais intocável no Brasil do que carreira no Judiciário? Me parece que se um juiz for um serial killer, sair dando tiro e matar 50 pessoas, não vai acontecer nada com ele com essas leis que temos no Brasil hoje", afirmou.
O político mencionou ainda a ação por calúnia movida pelo ministro Gilmar Mendes contra ele, depois de Zema ter associado o ministro ao Banco Master. Mesmo diante da ação, ele disse que vai continuar criticando membros da Corte. "Por que temos de ser submetidos às leis e os intocáveis não?", questionou.
Entre as propostas para mudar o STF, Zema defende a adoção de lista tríplice para a escolha de ministros pelo presidente da República e a fixação de idade mínima de 60 anos para ingresso na Corte. Ao comentar os julgamentos sobre os atos de 8 de janeiro, voltou a acusar o Supremo de ampliar conflitos políticos.
Na área econômica, disse que a prioridade será reduzir gastos do setor público para diminuir impostos e afirmou que seus dois mandatos em Minas Gerais atraíram cerca de R$ 530 bilhões em investimentos privados.
Fonte: Jovem Pan




