
O Estreito de Ormuz, localizado entre o Irã e Omã, é uma das rotas mais estratégicas do planeta para o transporte de petróleo, gás natural liquefeito e outras commodities. E o tráfego por ali está bem abaixo do normal. Dados da empresa de inteligência marítima Kpler mostram que apenas seis navios cruzaram a passagem na segunda-feira (17), distante da média de 11 embarcações registrada nos últimos dez dias. No sábado (15) foram apenas três navios e no domingo (16) somente dois.
Das seis embarcações da segunda-feira, três entravam no Golfo Pérsico e três saíam. Nenhum superpetroleiro do tipo VLCC foi identificado, assim como nenhum navio carregando gás natural liquefeito. Um dos navios que entrou foi o Xavia, um grande transportador de gás classificado como VLGC, mas ele navegava em lastro, ou seja, sem carga, pela rota próxima ao território iraniano. Também entraram um petroleiro de médio alcance e outro de alcance intermediário. No sentido de saída, foram registrados um transportador de gás liquefeito de médio porte, um graneleiro Panamax e um petroleiro da mesma categoria.
O Estreito de Bab el-Mandeb, do outro lado da Península Arábica, também registrou queda: 19 navios na segunda-feira, abaixo da média de 26. Entre os que saíram estava o superpetroleiro Norns, com cerca de 2 milhões de barris de petróleo. Nesses dois estreitos, qualquer restrição pode elevar custos de frete e seguros e mexer com as cotações de energia. Para o agronegócio brasileiro, o cenário exige atenção: variações no preço do petróleo impactam o diesel, o transporte e a produção agrícola, e dificuldades logísticas no Oriente Médio podem atingir o comércio de fertilizantes.
Fonte: Portal Agroneg.




