
A Espanha disputa a final da Copa do Mundo 2026 neste domingo (19), às 16h de Brasília, contra a Argentina, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. A Fúria vai em busca do bicampeonato mundial, com Lamine Yamal como principal referência técnica do time. Mas nem todos torcem pela seleção espanhola, mesmo com oito jogadores do Barcelona entre os convocados.
A página "Barça i Ciutadania", administrada por torcedores do Barcelona favoráveis à independência da Catalunha, declarou abertamente que não vai apoiar a Espanha na Copa. Para o grupo, o futebol vai além do esporte e é uma ferramenta política. Na visão deles, uma vitória espanhola reforça o que chamam de "nacionalismo banal", associando sentimentos de entusiasmo e vitória à identidade espanhola, sem raízes culturais catalãs verdadeiras.
O grupo critica ainda o fato de a seleção espanhola "sequestrar" jogadores com potencial para representar a identidade catalã, como Lamine Yamal, nascido em Esplugues de Llobregat, na Catalunha. Para os torcedores, figuras como Yamal poderiam comunicar e valorizar a identidade catalã para os jovens que os têm como ídolo.
Esse posicionamento tem raízes históricas. O zagueiro Oleguer Presas recusou convocações para a seleção espanhola por motivos políticos e identitários. Em 2005, torcedores exibiram no Camp Nou a faixa "Oleguer, no hi vagis" ("Oleguer, não vá"). Pep Guardiola, em 2015, incluiu seu nome simbolicamente em lista da coalizão independentista Junts pel Sí nas eleições regionais catalãs. E Gerard Piqué votou e publicou imagens do referendo sobre a independência da Catalunha em 2017, proibido pelas autoridades espanholas.
Dos 26 convocados pelo técnico Luis de La Fuente, oito atuam no Barcelona: Joan García, Cubarsí, Eric Garcia, Pedri, Gavi, Dani Olmo, Ferran Torres e Lamine Yamal. Pela primeira vez na história, a convocação da Espanha não contou com nenhum jogador do Real Madrid. A Fúria chegou à final após derrotar a França por 2 a 0 na semifinal, com gols de Oyarzabal e Pedro Porro.
Fonte: CNN




