
O teste de integridade da urna eletrônica é uma auditoria pública do sistema eleitoral brasileiro, regulamentada pelas resoluções 23.673 de 2021 e 23.758 de 2026, do Tribunal Superior Eleitoral. O objetivo é simples: comparar votos feitos em cédula de papel com o resultado registrado e somado pela urna eletrônica, para provar que a máquina conta direitinho.
Na véspera da eleição, em cerimônia aberta ao público, representantes de partidos, Ministério Público, OAB, Polícia Federal e outros órgãos de fiscalização participam do sorteio das urnas que passarão pela auditoria. As urnas escolhidas já estavam prontas e lacradas para uso normal em seções eleitorais comuns. A seção que perde a urna sorteada recebe imediatamente um equipamento reserva, então nenhum eleitor é prejudicado.
Paralelamente, voluntários e representantes de partidos preenchem cédulas de papel com votos em candidatos reais. Essas cédulas ficam guardadas em urnas de lona trancadas até o momento do teste.
No dia da eleição, entre 8h e 17h, os votos das cédulas são digitados um a um na urna sorteada, com tudo gravado em áudio e vídeo e acompanhado por auditores independentes. Às 17h, a urna emite o Boletim de Urna e o resultado eletrônico é confrontado com a contagem das cédulas físicas.
Segundo Júlio Valente, secretário de Tecnologia da Informação do TSE, o teste é aplicado desde 2002, em todos os estados, no 1º e 2º turnos, e nunca foi registrada nenhuma divergência. Desde 2022, o teste também pode ser feito com biometria, usando impressões digitais de eleitores voluntários que já votaram oficialmente. Os relatórios de auditoria são publicados no site da Justiça Eleitoral até 30 dias após o 2º turno.
Fonte: Poder360




