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Notícias/NEWS09/07/2026· KF News

Supertufão Bavi atinge Ilhas Marianas e Guam com ventos de 290 km/h e deixa rastro de destruição

O supertufão Bavi cruzou as Ilhas Marianas do Norte e Guam, território americano no Oceano Pacífico Norte, no último domingo, dia 5, e chegou com força máxima: ventos de 290 quilômetros por hora, chuvas torrenciais e ondas perigosas de tempestade. Foi a segunda passagem de um supertufão pela região em apenas três meses.

O Bavi se transformou em supertufão ainda nas primeiras horas do dia 4 de julho, enquanto se deslocava para o oeste sobre o oceano. As temperaturas da superfície do mar na região estavam em torno de 30°C, o que favoreceu o fortalecimento do fenômeno. Ele foi classificado como o terceiro ciclone tropical de categoria 5 na escala Saffir-Simpson em 2026.

Um satélite da NOAA registrou o olho do furacão por volta das 15h30 UTC do dia 5 de julho. A imagem, feita pelo equipamento VIIRS a bordo do satélite NOAA-20, mostrou a luz da Lua em fase minguante gibosa iluminando o lado oeste da parede do olho. Horas depois, o olho passou sobre Rota, ao norte de Guam.

A NASA confirmou danos intensos em Guam, Rota e Saipan: postes e linhas de energia derrubados, estradas inundadas e cobertas de destroços, além de edifícios danificados. Equipes da Guarda Costeira dos EUA atuaram na remoção de obstáculos para reabrir os portos quando as condições melhoraram.

O meteorologista Jeff Masters, em artigo publicado pelo Yale Climate Connections, afirmou que tempestades como o Bavi são esperadas em períodos de El Niño forte, como o atual. Ele explicou também que tufões em anos de El Niño podem se formar mais a leste, ganhando mais tempo sobre águas quentes para se intensificar antes de seguir para a Ásia. Na quarta-feira, dia 8, o Bavi ainda registrava ventos máximos de 250 km/h sobre o Mar das Filipinas, com previsão de seguir em direção a Taiwan, às Ilhas Ryukyu, no sul do Japão, e à China continental.

Fonte: CNN