
O Santos voltou a ser bloqueado pela Fifa na quinta-feira, dia 8 de outubro de 2026. O clube está proibido de registrar novos jogadores por causa de uma dívida de 200 mil euros — equivalente a R$ 1,1 milhão — com José Francisco Belman Gonzales, que atuou como preparador de goleiros na comissão técnica de Pedro Caixinha em 2025. Para encerrar a restrição, o Santos precisa quitar o valor integralmente, à vista, com juros de 5% ao ano contados desde abril de 2025.
A situação faz parte de um cenário maior de dívidas trabalhistas do clube. Ao todo, o Santos acumula 4 processos na Fifa sem possibilidade de contestação, com decisões da CAS, a Corte Arbitral do Esporte. Os valores somados chegam a cerca de R$ 15 milhões. Além de Belman Gonzales, o ex-treinador Pedro Caixinha e os profissionais José Prata e Pedro Maltam também venceram disputas judiciais contra o clube.
Caixinha comandou o Santos em 16 partidas e foi demitido em abril de 2025. O clube não chegou a um acordo para pagar a multa rescisória nem os valores devidos aos integrantes da comissão. Em setembro de 2025, o Santos foi condenado a pagar os valores integrais. O clube tentou negociar o parcelamento, mas Caixinha recusou a proposta e recorreu à Justiça para cobrar tudo.
Este é o segundo bloqueio que o Santos enfrenta em 2026. Até julho deste ano, o clube estava impedido de inscrever atletas por uma dívida de R$ 12 milhões com o Monaco, da França. A situação foi resolvida após negociação com a NR Sports, empresa ligada ao grupo de Neymar, que viabilizou o pagamento. Com a liberação, o Santos contratou Arthur, Lima, Rodinei, Coutinho e Everton Cebolinha. Com exceção de Rodinei, os outros quatro tinham contratos válidos somente até dezembro de 2026.
Fonte: Poder360




