
O ministro Luis Felipe Salomão assumiu a presidência do Superior Tribunal de Justiça na quarta-feira, 19 de agosto de 2026, para o biênio 2026-2028. A cerimônia aconteceu às 18h com 1.100 convidados e reuniu os chefes dos Três Poderes: o presidente Lula, o presidente do Senado Davi Alcolumbre e o presidente do STF Luiz Edson Fachin.
Salomão, que é desembargador de origem do TJ-RJ e foi indicado por Lula ao STJ em 2008, substitui o ministro Herman Benjamin, que presidia o tribunal desde agosto de 2024. A vice-presidência passou para o ministro Mauro Campbell Marques, e a Corregedoria Nacional de Justiça ficou com o ministro Benedito Gonçalves.
Seguindo o exemplo de Benjamin, Salomão dispensou as festas organizadas por associações de classe que costumam marcar posses em tribunais superiores.
O novo presidente chega ao cargo em meio a dois episódios que abalaram a imagem do STJ. O primeiro é a Operação Sisamnes, da Polícia Federal, que investiga um possível esquema de venda de decisões envolvendo os ministros Moura Ribeiro e Marco Buzzi. A PGR já denunciou 9 pessoas no caso, nenhuma delas com foro nos tribunais superiores. O segundo episódio envolve o próprio Marco Buzzi, condenado pela sindicância interna do STJ por importunação sexual, com indicação de perda do cargo — e quem presidiu essa comissão disciplinar foi justamente Salomão.
Além disso, uma nova lei sancionada por Lula, a Lei 15.484 de 2026, criou um filtro de relevância para os processos que chegam ao STJ. A partir de agora, um processo precisa ter relevância econômica, política, social ou jurídica comprovada para ser julgado pela corte. A avaliação é que, com isso, as decisões do STJ terão maior abrangência e peso dentro do Judiciário.
Fonte: Poder360




