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Notícias/AGRONEGÓCIO03/11/2026· KF News

Preços mundiais de alimentos sobem 1,5% em setembro, puxados por cereais, açúcar e óleos vegetais, segundo a FAO

Foto: Pixabay/Pexels

O Índice de Preços de Alimentos da FAO, agência das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, atingiu média de 136 pontos em setembro de 2026, alta de 1,5% em relação ao nível revisado de agosto. Na comparação com setembro de 2025, o índice subiu 5,8%. Mesmo com essa alta, o indicador ainda fica 15,1% abaixo do pico registrado em março de 2022.

Os cereais foram os que mais pressionaram o índice. O subíndice foi a 122,8 pontos, alta de 5,1% frente a agosto e 17,2% acima de um ano atrás. O trigo liderou, com alta mensal de 6,3%. A FAO aponta que restrições logísticas na região do Mar Negro levaram importadores a buscar outras origens, enquanto o clima seco na América do Norte, às vésperas do plantio de trigo de inverno, também contribuiu para o aumento.

Os óleos vegetais subiram 0,9% na comparação com agosto, chegando a 198,6 pontos — patamar 18,3% acima do registrado um ano antes. O óleo de palma foi o principal responsável pela alta, compensando a queda do óleo de girassol. Óleo de soja e canola ficaram estáveis.

O açúcar chegou a 114 pontos, alta de 6,1% frente a agosto e de 14,7% ante o ano anterior. Foi o terceiro aumento mensal consecutivo, colocando o açúcar no maior nível desde abril de 2025. A causa apontada é a perspectiva de oferta global mais restrita na safra 2026/27.

Já as carnes foram a exceção e recuaram 1,1%, chegando a 127,9 pontos. Aves e suíno puxaram a queda. Segundo a FAO, a oferta abundante para exportação vinda do Brasil e a demanda mais fraca da União Europeia — após novas regras de importação ligadas a agentes antimicrobianos, que entraram em vigor em 3 de setembro — explicam o movimento. Carnes bovina e ovina permaneceram estáveis. Os laticínios também não registraram variação no período.

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