
Os portos brasileiros registraram resultados expressivos no primeiro semestre de 2026. Segundo dados do Comex Stat, do Governo Federal, a corrente de comércio marítima — que inclui exportações e importações — alcançou US$ 265,1 bilhões entre janeiro e junho, um crescimento de 9,33% em relação ao mesmo período de 2025.
As exportações marítimas somaram US$ 160,7 bilhões, com alta de 11,01%. As importações chegaram a US$ 104,4 bilhões, crescimento de 6,83%. Com isso, o saldo da balança comercial marítima bateu US$ 56,3 bilhões, uma alta de 19,68% na comparação anual.
Em volume de carga, os embarques para o exterior totalizaram 401,2 milhões de toneladas, 4,35% a mais do que no ano anterior. As importações em volume caíram 3,81%, ampliando o superávit também em tonelagem.
O agronegócio foi o grande motor das exportações. Entre os grupos com embarques acima de um milhão de toneladas, os destaques foram cereais, com crescimento de 16,80% e 9,9 milhões de toneladas exportadas; algodão, com alta de 21,70% e 1,8 milhão de toneladas; e sal, enxofre, terras, pedras, gesso, cal e cimento, com avanço de 22,57% e 2,2 milhões de toneladas.
Nas importações, o maior crescimento foi registrado em veículos automóveis, tratores e outros veículos terrestres, com alta de 47,09% e aproximadamente 1,6 milhão de toneladas. Plásticos e suas obras cresceram 6,07%, e máquinas, aparelhos e equipamentos mecânicos avançaram 3,52%.
Para a Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), os números mostram a força da infraestrutura portuária brasileira. O presidente da entidade, Murillo Barbosa, afirmou que o crescimento do superávit da balança comercial marítima demonstra a capacidade dos terminais de sustentar o aumento das exportações com eficiência e segurança, além de contribuir para a geração de emprego e renda no país.
Fonte: Portal Agroneg.




