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Notícias/SAÚDE04/09/2026· KF News

Pílulas do exercício prometem imitar atividade física, mas especialistas dizem que não substituem a academia

As chamadas "pílulas do exercício" viraram assunto na última semana nas redes sociais. A principal novidade é o ENV-308, desenvolvido pelo laboratório americano Enveda. De acordo com a fabricante, o medicamento é o primeiro criado para imitar o Lac-Phe, um hormônio liberado pelos músculos durante exercícios intensos. O objetivo é ajudar pessoas que usam canetas emagrecedoras a não perderem massa muscular durante o emagrecimento.

Em testes realizados com 88 voluntários saudáveis, o ENV-308 foi bem tolerado e não apresentou problemas gastrointestinais, que são um dos efeitos colaterais mais comuns das canetas emagrecedoras. Já em testes com camundongos, a pílula reduziu a leptina — hormônio ligado à saciedade e aos estoques de energia —, preservou a massa muscular durante o emagrecimento e ainda evitou o reganho de peso após o fim do uso das canetas. Mesmo com resultados positivos, especialistas afirmam que o medicamento é indicado apenas para quem usa canetas emagrecedoras e não substitui o exercício físico de verdade.

Outra pesquisa também chamou atenção: cientistas chineses desenvolveram um implante "vivo" composto por uma cultura de seis milhões de células musculares, chamadas de miócitos, que forma minivasos sanguíneos e pulsa de forma contínua, inclusive durante o sono. Publicado na revista Nature Aging em 26 de agosto, o estudo mostrou que o implante aumentou a massa muscular de camundongos, melhorou a função imunológica e reverteu danos no fígado. Testes em humanos com mobilidade reduzida estão previstos para 2027. Os próprios pesquisadores, no entanto, alertam que o implante imita apenas alguns aspectos do exercício e não reproduz os efeitos cardiovasculares, neuromusculares, mecânicos e de carga óssea que a atividade física proporciona.

Fonte: Metropoles - Saúde