
A Polícia Federal deflagrou mais uma fase da operação Sem Desconto na terça-feira, 4 de agosto de 2026, mirando o senador Weverton Rocha, do PDT do Maranhão, que é vice-líder do governo no Senado. Segundo a PF, a residência onde o senador mora fica no Lago Sul, bairro nobre de Brasília, é avaliada em R$ 6 milhões e foi comprada pela empresa WT Administração de Imóveis e Bens, ligada ao advogado Willer Tomaz. A PF aponta que essa separação entre quem aparece como dono no registro e quem teria o domínio econômico do imóvel é um dos pontos centrais da investigação.
Foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Maranhão. Os alvos incluem Willer Tomaz e parentes do senador. A decisão foi assinada pelo ministro André Mendonça, do STF, relator do caso. O Ministério Público Federal foi contra as buscas, sugerindo que medidas menos invasivas, como a quebra de sigilos, seriam suficientes. Mesmo assim, Mendonça autorizou a operação, citando risco de destruição de provas.
Segundo a PF, Weverton era responsável por formular demandas, indicar beneficiários, cobrar pagamentos, acompanhar repasses, tratar de imóveis e interferir em decisões patrimoniais no esquema de fraudes no INSS. Já Willer Tomaz é descrito como "personagem de sustentação", ligado a empresas, imóveis, aeronaves, pilotos, funcionários e operadores financeiros.
Em nota, o senador negou irregularidades, disse que todas as movimentações foram declaradas à Receita Federal e afirmou que a operação tem relação com sua candidatura ao Senado. Willer Tomaz também negou envolvimento no esquema, afirmando que a busca teria ocorrido apenas por ser proprietário de uma aeronave usada pelo senador em caráter pessoal. A operação Sem Desconto foi lançada originalmente em 23 de abril de 2025 para investigar descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. O caso levou à demissão do então ministro da Previdência, Carlos Lupi, do PDT.
Fonte: Poder360




