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Notícias/AGRONEGÓCIO29/09/2026· KF News

Movimento G30 quer elevar uso de tecnologias reprodutivas na pecuária para 30% até 2030

Foto: Kiko Catelli

O Brasil tem hoje 70 milhões de fêmeas de corte e leite em idade reprodutiva, e cerca de 23% delas são inseminadas. O Movimento G30 quer mudar esse cenário e elevar esse índice para pelo menos 30% até 2030, chegando a 3 em cada 10 fêmeas. O movimento é formado por entidades do setor privado, da academia, de instituições públicas e empresas ligadas às cadeias da carne e do leite. O Comitê Gestor do G30 reúne ASBIA, ABIEC, ABRAA, ASBRAM, ASSOCON, SBTE e Embrapa. Segundo Luis Adriano Teixeira, presidente da ASBIA — entidade que idealizou o movimento —, a tecnologia reprodutiva funciona como uma das portas de entrada para a tecnificação nas propriedades, mas precisa vir acompanhada de nutrição adequada, sanidade, manejo eficiente e gestão qualificada. Estudos liderados por pesquisadores da USP e da Embrapa mostram que a inseminação artificial em tempo fixo pode reduzir em até 37% a pegada de carbono por litro de leite e em até 49% por quilo de peso vivo na produção de carne, em comparação com sistemas baseados apenas em monta natural. O G30 vai atuar em frentes como educação, pesquisa, políticas públicas e assistência técnica. O movimento também pretende usar os recursos do RenovAgro, programa de crédito rural voltado à agricultura de baixo carbono, com financiamento de até R$ 5 milhões por produtor. A pecuária brasileira tem um rebanho de 218 milhões de cabeças, Valor Básico de Produção de R$ 510 bilhões, e em 2025 produziu 12,4 milhões de toneladas de carne bovina e 38 bilhões de litros de leite, além de exportar 3,5 milhões de toneladas de carne.

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