
O mercado financeiro voltou a aumentar a estimativa de inflação para 2026. De acordo com o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (21), os analistas consultados pelo Banco Central subiram a projeção de 4,90% para 4,92% — valor que já ultrapassa o teto da meta oficial, que é de 4,5%. A alta ocorre depois de três semanas seguidas de redução nas estimativas. A meta de inflação para este ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Em agosto, os preços recuaram 0,32%. Nos últimos 12 meses, o índice está em 4,22%. No acumulado de 2025, a inflação ficou em 4,26% — acima do centro da meta, mas dentro do teto permitido. No campo do PIB, a projeção para 2026 foi reduzida de 1,89% para 1,88%. Para 2027, a estimativa caiu de 1,45% para 1,43%, e para 2028 segue em 1,87%. O PIB brasileiro em 2025 fechou em alta de 2,3%, segundo o IBGE. O Banco Central trabalha com crescimento de 2%, enquanto o governo federal também estima 2,3%, mas já sinalizou que vai revisar o número. O FMI revisou para 2,4% em julho, ante os 1,9% estimados em abril. A Selic, que é a taxa básica de juros usada para controlar a inflação, deve encerrar 2025 em 13,50%, segundo os analistas. Na última reunião do Copom, ela foi reduzida de 14% para 13,75%. Para 2027, a projeção é de 12%, e para 2028, de 10,5% ao ano. O dólar segue estimado em R$ 5,20 para 2026 e R$ 5,28 para 2027.
Fonte: Metropoles




