
O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da Oposição no Senado e coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência, divulgou uma nota neste sábado (18 de julho de 2026) criticando com força as novas restrições que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, impôs a Jair Bolsonaro.
Marinho classificou as medidas como "extravagantes", "inusitadas" e "sem precedentes na história recente do país". Para o senador, as restrições configuram "silenciamento político" e impõem um "isolamento" ao ex-presidente que vai além do que a própria Constituição autoriza. Ele argumentou que a suspensão de direitos políticos prevista no artigo 15 da Constituição deveria se limitar apenas ao direito de votar e de ser votado.
A decisão de Moraes, emitida na sexta-feira (17 de julho), proíbe Bolsonaro de receber visitas com finalidade político-eleitoral até o encerramento das eleições de 2026 e veta a divulgação de manifestos políticos pelo ex-presidente, inclusive por meio de terceiros. Além disso, por 30 dias, somente advogados, médicos e fisioterapeutas estão autorizados a visitá-lo. A suspensão das visitas de Flávio ao pai, decretada em 13 de julho, foi mantida por 90 dias.
Na nota, Marinho fez um paralelo com Luiz Inácio Lula da Silva durante o período em que o presidente esteve preso, afirmando que o petista "recebeu inúmeras visitas e divulgou manifestações de conteúdo político", enquanto Bolsonaro estaria sujeito a condições muito mais severas.
O endurecimento das restrições foi motivado por um episódio do dia 11 de julho, quando Flávio Bolsonaro publicou em seu Instagram uma "Carta aos Brasileiros", escrita e assinada de próprio punho por Jair, declarando apoio à pré-candidatura do filho ao Palácio do Planalto e convocando apoiadores para a campanha. Moraes apontou "flagrante descumprimento" das medidas cautelares e "participação ativa" do ex-presidente na elaboração do material. A defesa alegou que Bolsonaro "jamais soube que a carta seria publicizada", mas a justificativa foi rejeitada tanto pelo ministro quanto pela Procuradoria-Geral da República.
Fonte: Poder360




