
Um livro lançado em 2026 faz um alerta sério sobre o futuro do Brasil nas relações internacionais: o país tem no máximo 10 anos para mudar de posição no cenário global. A obra se chama "O Brasil, a Austrália e a China no Mundo em Evolução", tem 328 páginas e custa R$ 55, com venda disponível na Amazon. Os autores são Robert Laird, analista na área de defesa nos Estados Unidos, e Kenneth Maxwell, historiador britânico considerado um dos maiores especialistas internacionais em temas brasileiros.
Na avaliação dos dois, o Brasil caiu no que eles chamam de "armadilha das potências médias": o país é dependente demais do comércio com a China, atuando apenas como fornecedor de commodities agrícolas e minerais. Como exemplo dessa dependência, o livro cita a participação brasileira no Brics, grupo formado originalmente por Brasil, Rússia, Índia e China, com a África do Sul entrando depois. Para Laird e Maxwell, o Brics é usado para endossar a agenda geopolítica da China.
Os autores comparam o Brasil com a Austrália, que, segundo eles, conseguiu ser menos dependente da China e conquistar mais autonomia nas relações internacionais. O livro também aponta que as tarifas de importação impostas pelo governo de Donald Trump em 2025 acabaram aumentando ainda mais a relação comercial do Brasil com a China. O texto cita ainda reportagem do Poder360 sobre a ampliação do comércio brasileiro com a China e a União Europeia em fevereiro de 2026.
A solução proposta pelos autores é clara: o Brasil precisa de uma estratégia deliberada para seus minerais críticos, especialmente nióbio e terras raras, ancorada em parcerias com países democráticos diversificados.
Fonte: Poder360




