
O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, ameaçou neste sábado, dia 18, infligir uma "lição inesquecível" aos Estados Unidos. Em mensagem divulgada pela televisão estatal iraniana, ele afirmou que os americanos violaram o acordo de cessar-fogo assinado em 17 de junho e declarou que a assinatura de Donald Trump "não vale nada".
Os confrontos foram retomados após os EUA lançarem ataques contra o Irã em 26 de junho, atingindo instalações de mísseis, drones e radares costeiros. O Irã revidou atacando um petroleiro na rota alternativa ao Estreito de Ormuz, e os americanos responderam com novos bombardeios. O Irã então ampliou sua retaliação, atacando Kuwait e Bahrein, países anfitriões de tropas americanas.
O ponto central da disputa é o Estreito de Ormuz, que em tempos de paz era responsável pelo transporte de um quinto do petróleo e gás comercializados no mundo. O Irã quer controlar o tráfego marítimo e cobrar taxas no estreito — posição que considera uma "linha vermelha intransponível". Os EUA e outros países rejeitam essa interpretação.
Nos últimos dias, os americanos ampliaram os ataques para o norte do Irã, bombardeando pontes e estações de energia no sul do país na sexta-feira (17). O Irã informou que os ataques já mataram pelo menos 46 pessoas e feriram mais de 400 desde a retomada das hostilidades. Na sexta e no sábado, o Irã atacou uma usina de dessalinização de água no Kuwait. Trump também chegou a cogitar assumir o controle do Estreito de Ormuz pela força, o que exigiria uma presença naval muito maior e possivelmente dezenas de milhares de soldados em terra.
Fonte: Jovem Pan




