
Uma juíza federal dos Estados Unidos homologou nesta quarta-feira (30) o acordo entre a Paramount Skydance e 12 estados americanos para a compra da Warner Bros Discovery. A decisão encerra quase três meses de disputas judiciais por risco de violação das regras de concorrência e remove o último obstáculo para a criação de um novo gigante do cinema e da televisão.
O negócio reúne marcas como Warner Bros. Pictures, CNN e HBO Max. Quem vai comandar essa empresa é David Ellison, da Paramount, cuja família tem vínculos com o presidente Donald Trump. Em fevereiro, a Paramount venceu uma disputa de ofertas com a Netflix para ficar com esses ativos. O governo Trump já havia aprovado a fusão em junho, sem exigir mudanças no modelo de negócio, mas os 12 estados foram à Justiça e seguraram a operação temporariamente.
O financiamento do acordo gira em torno de US$ 24 bilhões, cerca de R$ 124,3 bilhões, com recursos de fundos soberanos da Arábia Saudita, Catar e Abu Dhabi. O pai de David Ellison, o bilionário Larry Ellison, fundador da Oracle, também entrou como fiador junto aos credores da operação.
Críticos do setor cinematográfico alertam para o risco de corte de empregos em Hollywood e redução na produção anual de filmes. Grupos de imprensa manifestaram preocupação com a independência editorial da CNN. Para proteger o canal, a decisão da juíza Araceli Martínez-Olguín prevê a criação de um conselho voltado a garantir essa independência. As partes tinham chegado ao acordo em 21 de setembro, mas a aprovação judicial só veio agora, poucos dias após Trump ter proibido CNN, Politico e MS NOW de acessar a Casa Branca, medida que foi revertida na Justiça.
Fonte: Jovem Pan




