
O goleiro Hugo Souza, do Corinthians, foi alvo de ofensas racistas durante partida contra o Rosario Central. Torcedores do clube argentino chamaram o jogador de "macaco", "mono" e usaram outros termos pejorativos contra ele. Diante disso, o Corinthians se posicionou e pediu investigação e punição pelo ocorrido.
O Rosario Central respondeu com uma nota oficial. O clube argentino afirmou que vai conduzir uma investigação interna, mas ao mesmo tempo acusou a torcida do Corinthians de também praticar atos "racistas". As acusações foram baseadas na exibição de cédulas de peso argentino por torcedores do Timão — interpretadas pelo clube como deboche ao país — e na exibição de uma camiseta da seleção espanhola, provocação relacionada à final do Mundial.
A matéria aponta que essa comparação não se sustenta. O racismo racial é crime em vários países, viola protocolos da Conmebol e da FIFA e tem um histórico reiterado em jogos disputados na Argentina. Mostrar ou rasgar pesos argentinos, por outro lado, é provocação econômica ligada à inflação histórica do país — uma zoeira de torcida, sem relação com discriminação racial. Os atos podem ser inadequados e passíveis de punição por desordem, mas pertencem a categorias completamente diferentes. Colocar os dois episódios no mesmo nível, conforme a matéria, é igualar ações absolutamente desiguais.
Fonte: Jovem Pan




