
O governo federal já direcionou R$ 40 bilhões em medidas para tentar conter o preço dos combustíveis no Brasil. A informação foi divulgada pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, nesta quinta-feira, dia 24 de setembro, durante entrevista coletiva de apresentação do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do 4º bimestre.
Desde março, o governo adotou uma série de medidas. Em 12 de março, concedeu subsídio direto de R$ 0,32 por litro do diesel e zerou os impostos PIS/Cofins sobre importação e comercialização do produto. Em abril, fez o mesmo para o biodiesel importado, gerando economia de R$ 0,15 por litro. Em julho, criou subsídio de R$ 0,44 por litro para a gasolina. Em setembro, o presidente Lula assinou a Medida Provisória 1.391/2026, dando subsídio de R$ 1 por litro de diesel rodoviário. Também foram isentados de impostos o etanol hidratado e a gasolina, por período temporário.
Do outro lado da conta, o governo projeta arrecadar R$ 50 bilhões até o fim do ano, com receitas do pré-sal e imposto de exportação.
Apesar de todo o esforço, os preços subiram. Só o etanol caiu. Os demais combustíveis ficaram mais caros, com variações entre 3,23% e 14,45%, sendo o diesel S10 o maior aumento. O diesel chegou a R$ 7,45 em março e na última semana estava a R$ 6,55. O petróleo brent, referência mundial, estava perto de US$ 70 antes da guerra no Oriente Médio e chegou a ultrapassar US$ 120. Nesta quinta, era negociado a US$ 108,01, com alta de 4,78% em 24 horas.
Fonte: Metropoles




