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Notícias/POLÍTICA14/09/2026· KF News

Gonet vai ao STF defender anulação da investigação sobre Moraes no caso Master

Foto: Divulgação/Poder360

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, confirmou presença no julgamento do Supremo Tribunal Federal marcado para o dia 15 de setembro. Na sessão, ele vai defender que a investigação conduzida pelo ministro André Mendonça — que analisou conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro — deve ser anulada.

Na avaliação de Gonet, Mendonça extrapolou suas competências ao determinar diligências contra pessoas específicas sem que o Ministério Público ou a Polícia Federal tivessem feito pedido para isso. Além disso, o procurador-geral argumenta que qualquer investigação contra um ministro do STF precisa de autorização do Plenário da Corte e deve ser encaminhada à Presidência do tribunal.

O próprio Gonet é citado no relatório da PF que levou Mendonça a pedir a análise do caso pelo Plenário. Para tratar da menção ao seu nome, ele recorreu às vias internas do Conselho Superior do Ministério Público Federal. O caso está em fase preliminar sob relatoria do subprocurador-geral Francisco Sanseverino.

No dia 11 de setembro, Gonet designou mais dois subprocuradores — Antonio Edílson Teixeira Magalhães e André de Carvalho Ramos — para colaborar nas investigações do Master, além do vice-PGR, Hindemburgo Chateaubriand.

A crise no STF começou em 1º de setembro, quando Mendonça tornou público um relatório da PF com informações sobre conversas entre Vorcaro e Moraes, além de contratos com o escritório de advocacia da mulher do ministro, Viviane Barci de Moraes. O presidente do STF, Edson Fachin, assumiu a relatoria do caso e suspendeu temporariamente as investigações do Master e sobre fraudes no INSS.

Ainda há muitas indefinições sobre o rito do julgamento. Uma ala de ministros próxima a Moraes quer sessão secreta. Mendonça pediu sessão pública com transmissão pela TV Justiça. O ministro Gilmar Mendes defende adiar o julgamento, alegando falta de "maturidade" para julgar o processo. Até o momento, a imprensa só foi autorizada a se credenciar para os setores externos do tribunal.

Fonte: Poder360